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Segunda, 11 Julho 2016 13:48

Células-tronco do dente de leite e o tratamento do futuro

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Imagine uma criança com cinco anos de idade, tendo a oportunidade de guardar um dos seus dentinhos de leite em um lugar apropriado. Ao chegar na vida adulta, essa pessoa descobre que é portadora de uma doença degenerativa e que pode tratar da saúde retirando uma célula-tronco da polpa daquele dente de leite que está guardado há anos.
O caso acima pode até parecer coisa de odontologia futurista, mas o que pouca gente sabe é que esse tipo de tratamento já é uma realidade aqui no Amapá.
A polpa do dente de leite é uma pequena massa de tecido vivo, composta de vasos sanguíneos, nervos e células-tronco. Essas células são denominadas “células-tronco mesenquimais multipotentes”, e as pesquisas demonstram que elas têm a capacidade de se transformar em uma ampla variedade de células, incluindo ossos, cérebro, nervos, coração e músculos.
No Amapá, a coleta do dente de leite para adequado armazenamento já é uma realidade sob a chancela da Dra Raimunda Vilmar Oliveira e a Dra Beatriz Lima, mãe e filha, colegas de profissão e dedicadas à essa novidade. “Antes, as células-tronco eram retiradas do cordão umbilical. Agora, os estudos apontam que o dente de leite também oferece essas células, sem contar que é uma obtenção bem menos invasiva. Na hora do parto, naquele sufoco, a pessoa não lembra de guardar o sangue do cordão umbilical. No entanto, a célula-tronco colhida da polpa do dente pode ser algo bem melhor planejado. É como se fosse um plano de saúde tanto para a pessoa, quanto para a família”, explicou a Dra Vilmar.

Como funciona?
Essa inovação funciona da seguinte forma: os interessados precisam entrar em contato com o Centro de Criogenia do Brasil (CCB), localizado em São Paulo, que é a instituição responsável por armazenar, de forma adequada, os dentes de leite. Mas, para que o dente chegue de forma adequada ao centro, é preciso que um dentista, devidamente qualificado no Amapá, faça a extração do dente de forma correta. No Estado, a Dra Vilmar e a Dra Beatriz são as únicas capacitadas para essa função. “Hoje se usa células-tronco para tratar doenças como Mal de Parkison, Alzeimer, para o Transtorno Altista, reparação do tecido muscular, cardíaco, ósseo, cartilagens, peles, da superfície ocular, entre outras. Quando você repara a célula causadora da doença, é possível que a pessoa se cure, amenize ou estagne a doença”, explicou a Dra Vilmar.
Devidamente armazenado no CCB, a pessoa paga uma quantia anual para manter o dente armazenado devidamente.

Para a família
Outra vantagem é que, aquele dente de leite guardado não serve, apenas, para a criança que extraiu, mas para toda a família. “Para a criança que extraiu o dentinho vai servir 100%. Para os pais, esse dente vai servir 70%, e assim sucessivamente”, explicou a Dra Beatriz Lima.
A obtenção da polpa do dente de leite é um processo não invasivo e que pode ser feito, naturalmente, durante o período de troca dos dentes da criança, entre os 5 e 12 anos.
A coleta do dente do siso também pode ser realizada, pois forneces as mesmas células-tronco do dente de leite. “Porém, não são todas as pessoas que possuem do dente do siso. Nesse caso, o mais indicado é que se programar com o dente de leite”, ressaltou a Dra Vilmar.

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Localização

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História

A cooperativa odontológica Uniodonto Amapá foi fundada no dia 23 de setembro de 1997, durante assembleia realizada no auditório do CRO (Conselho Regional de Odontologia), em Macapá. No encontro, os presentes discutiram a aprovação do Estatuto, eleição da diretoria e pedidos de filiação à Federação das Uniodontos das Regiões Norte-Nordeste do Brasil.

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