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Inovação (7)

O Dia do Cirurgião-Dentista, comemorado no dia 25 de outubro, foi marcado por uma ação social e um café da manhã no Centro de Saúde Frei Daniel de Samarate – Capuchinhos. O evento teve o apoio da Uniodonto Amapá.

A coordenadora do projeto social desenvolvido pelos Capuchinhos, Ivanete Mendes, destacou a importância dos parceiros nos atendimentos. “Hoje dispomos de uma equipe de odontólogos cedida de forma permanente pela Secretaria de Estado da Saúde. Ao todo são 19 profissionais que fazem os atendimentos”.

Em média, 200 pessoas recebem, semanalmente, tratamento odontológico no projeto. “Ver a colaboração e o entusiasmo dos odontólogos é gratificante. Somos referência não somente para os necessitados de Macapá, mas também do interior do Estado”, ressaltou o Frei Carlos, diretor do projeto social.

A presidente da Uniodonto Amapá, Dra Ana Valéria, ressaltou que a iniciativa de comemorar o Dia do Cirurgião-Dentista com os atendidos pelo projeto social foi uma forma de mostrar gratidão pela oportunidade de ajudar quem mais necessita. “Sou grata à minha profissão, pois é através dela que consegui o sustento da minha família. Hoje, realizamos esse trabalho social e melhoramos a saúde bucal da população mais carente atendida pelos Capuchinhos”, comentou.

O grupo de teatro da Uniodonto Amapá foi um dos destaques da programação. A peça teve como foco a importância que se deve ter com os cuidados básicos com a higiene bucal.

Em seguida, um café da manhã foi servido aos convidados.

 

Imagine uma criança com cinco anos de idade, tendo a oportunidade de guardar um dos seus dentinhos de leite em um lugar apropriado. Ao chegar na vida adulta, essa pessoa descobre que é portadora de uma doença degenerativa e que pode tratar da saúde retirando uma célula-tronco da polpa daquele dente de leite que está guardado há anos.
O caso acima pode até parecer coisa de odontologia futurista, mas o que pouca gente sabe é que esse tipo de tratamento já é uma realidade aqui no Amapá.
A polpa do dente de leite é uma pequena massa de tecido vivo, composta de vasos sanguíneos, nervos e células-tronco. Essas células são denominadas “células-tronco mesenquimais multipotentes”, e as pesquisas demonstram que elas têm a capacidade de se transformar em uma ampla variedade de células, incluindo ossos, cérebro, nervos, coração e músculos.
No Amapá, a coleta do dente de leite para adequado armazenamento já é uma realidade sob a chancela da Dra Raimunda Vilmar Oliveira e a Dra Beatriz Lima, mãe e filha, colegas de profissão e dedicadas à essa novidade. “Antes, as células-tronco eram retiradas do cordão umbilical. Agora, os estudos apontam que o dente de leite também oferece essas células, sem contar que é uma obtenção bem menos invasiva. Na hora do parto, naquele sufoco, a pessoa não lembra de guardar o sangue do cordão umbilical. No entanto, a célula-tronco colhida da polpa do dente pode ser algo bem melhor planejado. É como se fosse um plano de saúde tanto para a pessoa, quanto para a família”, explicou a Dra Vilmar.

Como funciona?
Essa inovação funciona da seguinte forma: os interessados precisam entrar em contato com o Centro de Criogenia do Brasil (CCB), localizado em São Paulo, que é a instituição responsável por armazenar, de forma adequada, os dentes de leite. Mas, para que o dente chegue de forma adequada ao centro, é preciso que um dentista, devidamente qualificado no Amapá, faça a extração do dente de forma correta. No Estado, a Dra Vilmar e a Dra Beatriz são as únicas capacitadas para essa função. “Hoje se usa células-tronco para tratar doenças como Mal de Parkison, Alzeimer, para o Transtorno Altista, reparação do tecido muscular, cardíaco, ósseo, cartilagens, peles, da superfície ocular, entre outras. Quando você repara a célula causadora da doença, é possível que a pessoa se cure, amenize ou estagne a doença”, explicou a Dra Vilmar.
Devidamente armazenado no CCB, a pessoa paga uma quantia anual para manter o dente armazenado devidamente.

Para a família
Outra vantagem é que, aquele dente de leite guardado não serve, apenas, para a criança que extraiu, mas para toda a família. “Para a criança que extraiu o dentinho vai servir 100%. Para os pais, esse dente vai servir 70%, e assim sucessivamente”, explicou a Dra Beatriz Lima.
A obtenção da polpa do dente de leite é um processo não invasivo e que pode ser feito, naturalmente, durante o período de troca dos dentes da criança, entre os 5 e 12 anos.
A coleta do dente do siso também pode ser realizada, pois forneces as mesmas células-tronco do dente de leite. “Porém, não são todas as pessoas que possuem do dente do siso. Nesse caso, o mais indicado é que se programar com o dente de leite”, ressaltou a Dra Vilmar.

A cirurgiã dentista, Dra Heloisa Helena, é do tipo de profissional que não perde uma oportunidade para manter seus conhecimentos profissionais em dia. Somente no ano passado ela participou de cinco cursos de atualização e especialização nas mais diversas áreas odontológicas e de saúde pública.
Apesar de ter um conhecimento variado em sua profissão, ela disse que, ultimamente, tem atuado mais na área de próteses dentárias, restaurações e nos tão procurados tratamentos estéticos.

Presença garantida
Em abril de 2015, a Dra Heloisa Helena participou do curso de odontologia hospitalar que hoje vive dentro de uma nova realidade. “Muita gente não sabe, mas hoje é obrigatório que o dentista faça parte da equipe hospitalar, o que antes não era. Às vezes, o paciente que está internado precisa de um acompanhamento de um dentista. E isso se explica pelas descobertas de que algumas bactérias existentes na boca são levadas para outros órgãos, ocasionando dificuldades na melhora do paciente ou até mesmo no seu óbito. Através das necropsias foi constatado que tais bactérias da boca circulavam por órgãos vitais, causando doenças e até a morte. A frase de que a saúde começa pela boca é mais do que certa”, disse.

Interação
As últimas novidades sobre a odontopediatria também foram estudadas pela Dra Heloisa Helena, principalmente quando o assunto é a interação dessa especialidade com as demais áreas. “Muitos problemas que são constatados nos primeiros anos de vida ganham maiores chances de tratamento. A odontopediatria precisa estar conectada com as demais áreas para que o paciente tenha mais chances de tratamento da doença detectada”, ressaltou.

Docência
Os desafios da docência diante dos avanços da odontologia também foram ressaltados pela Dra Heloisa Helena, tema de curso que também participou no ano passado. O curso abordou os desafios atuais diante das necessidades quando o assunto é formação de futuros odontólogos. “Hoje não basta mais que o professor tenha apenas conhecimento técnico sobre odontologia. É preciso que ele tenha preparo docente para atuar como professor nas faculdades”, ressaltou.

Terapias
As novas técnicas e recursos terapêuticos para os casos envolvendo oclusopatia na dentição decídua, outro tipo de conhecimento especializado buscado pela Dra Heloisa Helena, mostra que problemas na dentição são possíveis de serem evitados acabando com os maus hábitos logo nos primeiros anos da criança. “O dentista quando identifica maus hábitos na criança, como por exemplo, o uso excessivo de pipo, consegue evitar que no futuro essa criança venha usar aparelho ortodôntico para correções. Quanto mais cedo esses maus hábitos forem detectados pelos odontólogos, maiores são as chances de evitar má formação da arcada dentária”, alertou.

Responsabilidade civil
Mas a Dra Heloisa Helena não buscou apenas conhecimento técnico em sua profissão. Ela destacou que estar por dentro das responsabilidades éticas é tão importante quanto saber das últimas novidades envolvendo tratamentos odontológicos. Esse foi um dos temas abordados durante um curso que destacou a atuação ética dos odontólogos. “A quebra de regras durante a atuação na odontologia pode gerar responsabilidades judiciais. O dentista precisa atuar até um determinado momento. Se ele atuar fora da sua área corre o risco de estar cometendo uma infração ética”, disse.
Outro problema enfrentado na profissão é a falta de inscrição de profissionais no Conselho Regional de Odontologia (CRO). “Se um dentista comete uma infração ética e não está inscrito no Conselho, fica difícil chamar esse profissional para que cumpra com suas responsabilidades. Daí a importância de que o profissional ele esteja legalizado e inscrito no CRO até mesmo para que seja orientado quanto as legalidades da profissão”, alertou.

Sorriso de artista
Um dos últimos cursos de atualização feitos pela Dra Heloisa Helena foi o de imersão de laminados, um tipo de tratamento estético que vem chamando a atenção quando o assunto é um belo sorriso. “Os laminados são como se fossem lentes de contato para os dentes. É uma espécie de película que oferece ao paciente um novo sorriso”, explicou.
Assim como qualquer tratamento novo, a utilização dessas películas como tratamento estético ainda tem um preço alto. “Vale ressaltar que não é todo paciente que pode usar essas películas. Existem critérios. Se a pessoa é fumante ou toma café em excesso dificilmente poderá usar esse tipo de tratamento”, explicou a Dra Heloisa.
São poucos os aparelhos de laminados existentes no Brasil. O preço (em média U$S 30 mil) restringe bastante sua aquisição pelos profissionais que trabalham com estética odontológica. Porém, os odontólogos que já utilizam esse tipo de tratamento e que ainda não possuem o aparelho podem recorrer aos laboratórios espalhados pelo Brasil. O mais próximo do Amapá fica em Belém (PA).

Segunda, 14 Dezembro 2015 00:59

Uma família referência na odontologia

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A família do Dr Marcos Eulógio de Oliveira é uma das referências na odontologia. Com mais de 37 anos de profissão, ele e suas duas filhas, Dra Carolina e Dra Marcela Ferreira de Oliveira, traduzem a tradição, a dedicação e o compromisso com seus pacientes.
Dr Marcos, Dra Carolina e Dra Marcela nos brindam, nesta edição, com suas histórias de vida. “Minha inspiração para a odontologia encontrei no meu avô, Dr Francisco Oliveira. Morávamos no Rio de Janeiro e duas vezes por ano ele nos visitava. Quando eu tinha sete anos, ele fez uma pergunta para mim e aos meus irmãos: quem quer ser dentista igual ao vovô? Imediatamente eu respondi positivamente”, lembrou.
A resposta dada ao avô não foi esquecida. Ao completar 16 anos, Dr Marcos tomou a decisão de colocar em prática seus planos profissionais. “Cheguei com meu pai e disse: pai, está na hora de cumprir o que meu avô me disse quando era pequeno. De ir para Belém do Pará estudar odontologia”, relembrou.
Dr Marcos lembra até hoje a expressão de surpresa do pai. “Arrumei minhas coisas e vim do Rio de Janeiro para Belém, onde cheguei no dia 22 de agosto de 1971. Foi na capital paraense que terminei o ‘Científico’ que hoje é o Ensino Médio. Prestei vestibular e passei na Universidade Federal do Pará em janeiro de 1978. Formei no dia 22 de julho de 1982”, contou.
Depois de formado, Dr Marcos resolveu dedicar cinco anos à vida militar na Marinha do Brasil, onde serviu até março de 1987. “Foi quando apareceu o concurso da Polícia Militar do Pará. Fiz e passei. Em agosto de 1989, na semana que eu iria ingressar, recebi um convite para vir trabalhar na Icomi, no interior do Amapá. Eu aceitei o convite de conhecer a empresa e recebi uma proposta financeira irresistível. Então tomei a decisão de abandonar a carreira na polícia e iniciar uma nova vida no município de Serra do Navio, na Icomi”, contou.
Após cinco anos e meio trabalhando na mineradora, Dr Marcos tomou um novo rumo na vida: vir morar para Santana. “Montei meu consultório na Salvador Diniz, em frente ao Hospital Municipal e estou aqui até hoje”, lembrou.

A decisão das filhas
Enquanto Dr Marcos se dedicava à profissão, chegava a hora das filhas Dra Carolina e Dra Marcela Ferreira de Oliveira, até então duas jovens adolescentes, decidirem que rumo profissional tomar.
Chegado o momento, a Dra Carolina Ferreira de Oliveira, primeira filha do casal, não pensou duas vezes: “quero seguir os passos do meu pai”, recordou.
Na época, Dr Marcos tomou a decisão de mandar Dra Carolina Oliveira para estudar em Belém, uma vez que ainda não existia o curso de odontologia em Macapá. “Após cinco anos de estudos, Dra Carolina Oliveira voltou para o Amapá onde atua até hoje”, disse Dr Marcos.
Já a segunda filha, Dra Marcela Ferreira de Oliveira, por pouco não seguiu por uma profissão completamente diferente do pai e da irmã. “Ela sempre gostou de desenhos, moda, design. Foi quando procuramos um curso na área que ela queria e encontramos na Unama, em Belém. E no caminho para o aeroporto, repentinamente ela tomou a decisão de voltar para casa e cursar odontologia”, ressaltou.

Evolução
Durante a entrevista, foi inevitável comparar a odontologia de décadas atrás com a de hoje. “A odontologia evoluiu muito. Lembro que quando me formei havia, apenas, seis especialidades. Hoje são cerca de 25. Até mesmo os avanços da indústria facilitaram o crescimento da odontologia”, destacou.
Mas, se por um lado a tecnologia e as especialidades cresceram e avançaram, um outro fator também continuou em alta: o medo dos pacientes quanto aos tratamentos dentários. “É impressionante. O paciente que sofreu um trauma em algum momento da vida vai ter medo de dentista sempre que for ao consultório. Hoje com os avanços, os tratamentos deixaram de ser dolorosos”, ressaltou.
Ele lembra que, em 2004, quando tomou a decisão de sair da Icomi e vir trabalhar em Santana, no município só existiam quatro dentistas. “Acredito que influenciei muitos jovens santanenses a escolher a profissão. Nos tornamos referência na área e isso me orgulha muito. Lembro que eu chegava no consultório 8 horas da manhã e só encerrava 8 horas da noite. Era um mundo para ser tratado”, finalizou.

Quarta, 02 Setembro 2015 11:22

Dr Ulisses Guimarães Neto

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Dr Ulisses Guimarães Neto: “É possível ter um belo sorriso e melhor qualidade de vida com os tratamentos ortodônticos”

 

O cirurgião dentista, Dr Ulisses Guimarães Neto, tem contribuído para a odontologia amapaense. Concluiu o mestrado em ortodontia, uma das áreas que mais tem crescido dentro da odontologia. 

Amapaense, teve que sair do Estado, no final da década de 90, para cursar o ensino superior. “Em 1999, fui para Belém (PA) estudar Veterinária. No quarto ano eu abandonei para fazer odontologia. De lá para cá, vivo e respiro essa profissão. Graduei-me pela Universidade Federal do Pará (UFPA), fiz alguns cursos de pós-graduação e hoje concluo o mestrado pela Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP)”, resumiu.
Tanta dedicação à profissão o levou a coordenar o único curso de odontologia do Amapá, oferecido por uma das faculdades do mercado. “As primeiras turmas de odontologias que formaram no Amapá foram durante a minha gestão na coordenação”, ressaltou.

 

Grande procura
Nos últimos anos, a ortodontia cresceu de forma repentina. Para Ulisses, essa demanda pode ser explicada pela popularização do tratamento. “Essa demanda crescente pela ortodontia pode ser explicada pelo fato de que o público adulto viu que era possível fazer a correção ortodôntica, proporcionando qualidade de vida, através da correção dos dentes e da melhor estética. Os dentes muito bem alinhados contribuem para a positividade da pessoa”, destacou.

 

Preços acessíveis
A popularização dos tratamentos ortodônticos também passa pelos preços que estão mais acessíveis. “Junto a isso tivemos um avanço científico e tecnológico que proporciona um leque muito maior de tratamentos”, frisou.
Hoje, quem procura os tratamentos ortodônticos dispõe de vários tipos de aparelhos e vários tipos de planejamentos diferentes. Atualmente, na ortodontia já estão à disposição os aparelhos estéticos, convencionais, autoligados, a ortodontia lingual, além dos alinhadores invisíveis que é uma outra tendência de mercado.
O tempo de tratamento também reduziu bastante. “Hoje o paciente não tem mais aqueles tratamentos tão longos como antigamente. Com os avanços, conseguimos reduzir muito o tempo de tratamento”, ressaltou Ulisses.
No Amapá, a maior procura é pelos aparelhos estéticos (pouco perceptíveis) e os aparelhos autoligados. “Esses últimos, quando você faz a movimentação ortodôntica existe um atrito menor e uma agilidade maior”, explicou.

 

Profissional capacitado
Com tanta procura, é preciso que o paciente tenha cuidado na hora de escolher seu ortodontista. “É preciso saber se esse profissional é qualificado, se tem a expertise de planejamento para que escolha o tratamento mais adequado ao caso. Isso tudo vai culminar em um resultado satisfatório. O ortodontista mexe com a parte estrutural do rosto do paciente. Pode-se alcançar resultados fantásticos, desde que esse profissional esteja capacitado da maneira mais adequada”, alertou o Dr Ulisses.

 

Idade para tratamento
Se antes a ortodontia era mais voltada para crianças e adolescentes, hoje poucos limites existem para esse tipo de tratamento. “Com o passar dos anos os adultos entenderam que poderiam sim tratar dos dentes visando a correção ortodôntica. Se a idade não é um limite, é preciso que o paciente tenha as condições de higiene necessárias, ter a quantidade de osso necessária e ter força de vontade para levar o tratamento até o fim”, disse.

 

Causas
São vários os motivos que podem levar uma pessoa a precisar fazer um tratamento ortodôntico. “Pode ter, na infância, uma perda precoce de um dente; existem os fatores genéticos; base óssea e tamanhos dos dentes diferentes, entre outras causas. O mais importante é que hoje temos formas e formas para melhor tratamento para o paciente. É possível ter um belo sorriso e melhor qualidade de vida com os tratamentos ortodônticos”, concluiu.

Dra Ludimila Rechene: Reconhecimento internacional

 

Poucas mulheres amapaenses possuem o reconhecimento profissional que a Dra Ludimila traz em seu currículo. De uma família de odontólogos, ela encontrou na tia e na mãe o estímulo para seguir a profissão. Este ano, Ludimila recebe títulos e reconhecimento internacional por sua dedicação à odontologia. “Minha história com a odontologia começou com uma mulher chamada Waldomira de Paula, que é tia da minha mãe. Ela foi uma das primeiras mulheres a se formar em odontologia na Amazônia, em 1917, em uma época em que as mulheres não estudavam, ficavam em casa dedicando-se aos afazeres domésticos. Ela foi essa inovadora na região Norte, pertencendo a primeira turma de odontologia da UFPA (Universidade Federal do Pará). A partir dela, minha mãe, Dra Fátima Pinheiro da Silva, também cursou odontologia. Eu faço parte da terceira geração de dentistas da família, inclusive tenho um irmão que também é odontólogo, assim como tios e primos”.
Hoje completando 15 anos de profissão, Ludimila não encontra obstáculos que não possam ser superados. “Já entrei na faculdade pensando fazer ortodontia que é a minha área. Tive que ir para Belém estudar porque aqui no Amapá não tinha o curso na universidade federal. Passei com 16 anos e formei aos 21 anos. Logo em seguida, fui aprovada para o mestrado na PUC-Minas. Quando concluí o mestrado, voltei para Macapá em 2005 para começar a trabalhar”, lembrou.
Entre suas atividades profissionais, Ludimila atende clinicamente em sua especialidade e ainda é professora de ortodontia da Associação Brasileira de Odontologia do Amapá. Nos últimos dois anos, tem atuado na área de auditoria na própria cooperativa que faz parte: a Uniodonto Amapá. “Foi um convite que surgiu na época, feito pela então presidência da cooperativa, e desde então faço o trabalho de auditagem. Em fevereiro deste ano assumi a coordenação da auditoria da Uniodonto, convite feito pela atual presidência, e para isso tive que me especializar em auditoria e gestão em saúde”, disse.


Conciliar suas atividades não é fácil, porém, Ludimila disse que sua busca na área da pesquisa científica lhe favoreceu. “Foi aí que veio a premiação. Durante o mestrado publiquei alguns trabalhos a nível nacional e internacional. Três dos meus artigos foram publicados nos Estados Unidos. Hoje faço parte da WFO (World Federation of Orthodontists), que é a Federação Mundial de Ortodontia. Anualmente vou aos EUA para o congresso da Associação Americana de Ortodontia. No dia 20 de abril recebi uma carta de Cambridge do IBC – Institute Biographic Center – que se dedica a escrever a biografia das pessoas. O critério de escolha se dá pela relevância do profissional a nível local, nacional e internacional. Como estive à frente da abertura do primeiro curso de Odontologia do Amapá, na Fama, instituição que fica na Amazônia que por sinal chama a atenção de todo o mundo, conseguiram chegar até mim.

Por conta disso e das pesquisas científicas, meu nome foi indicado para que eu receba a comenda este ano em um congresso que vai acontecer em Edimburgo (Escócia) sobre arte, comunicação, ciência e tecnologia”, explicou.
Todo esse know-how reflete diretamente na qualidade do serviço prestado aos seus pacientes, aos usuários da Uniodonto Amapá, e também no ensino acadêmico. “Seja em qualquer uma das áreas que eu atuo, busco sempre prestar um serviço de excelência, uma vez que a odontologia deve ser vista como uma ciência e não como mero comércio”, finalizou.

Sábado, 06 Junho 2015 19:28

Duplo sinônimo de dedicação

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O Dr Alexandre Alcolumbre e a Dra Adriana Gato, ambos cooperados da Uniodonto, são exemplos de dedicação ao trabalho. Sócios da Clínica Life, que foi recentemente inaugurada, oferecem aos clientes o que há de mais moderno em tratamentos odontológicos.

Localização

Rua. Dr Marcelo Cândia, 925 - Santa Rita - Macapá/AP | Telefone: (96) 3222-3237, 3222-3247 e 3222-0125.

Funcionamento de segunda-feira a quinta-feira 08:00-18:00, sexta-feira de 08:00 as 17:00.

 

História

A cooperativa odontológica Uniodonto Amapá foi fundada no dia 23 de setembro de 1997, durante assembleia realizada no auditório do CRO (Conselho Regional de Odontologia), em Macapá. No encontro, os presentes discutiram a aprovação do Estatuto, eleição da diretoria e pedidos de filiação à Federação das Uniodontos das Regiões Norte-Nordeste do Brasil.

Visão

Acreditamos na saúde bucal como qualidade de vida e satisfação do nosso cliente.